Rafael Dutra, Advogado

Rafael Dutra

Sapucaia do Sul (RS)
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ADVOCACIA TOTAL (consultivo, contencioso e preventivo em todas as áreas)
Advogado com mais de 15 anos de profissão, advogando em todas as áreas do direito.

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Rafael Dutra, Advogado
Rafael Dutra
Comentário · há 11 anos
Colegas Operadores do Direito, com o devido respeito, o buraco é mais embaixo! Não me refiro ao caso em especial, mas a tudo e todos, vivemos num momento delicado do Estado Democrático de Direito, confundem liberdade com libertinagem, e o exemplo vem de cima, sem o mínimo rubor. Vejamos: A OAB (em caixa alta, porque é instituição de respeito, e não me venham alguns desqualificá-la, já que não é só representativa de uma classe, mas pilastra fundamental para a construção da própria Justiça) tem aceitado passivamente o crescimento/abertura indiscriminada de faculdades de direito (em caixa baixa, porque são, em grande maioria, de procedência duvidosa). O MEC, Órgão Governamental, de gestão política está comprometido na sua essência, outorga/concede habilitação para qualquer um que se apresente como instituição de ensino superior, sob a bandeira da democratização do ensino, esquecendo de avaliar o conteúdo/estrutura, o que aliás, deveria ser a primeira preocupação. Os políticos, em geral, não bastasse a conhecida incompetência em todos os assuntos, querem acabar com o exame de ordem, contribuindo para piorar ainda mais o que já está ruim, mas que ainda é a última fronteira entre os esforçados diplomados/futuros profissionais e os incompetentes diplomados (portas de cadeia ou algo pior que nem me atrevo a pensar). A magistratura e o Ministério Público, mais preocupados em garantir/manter as prerrogativas, os ganhos e o corporativismo, despachando da segurança de seus vistos gabinetes, entrincheirados por várias fileiras de serventuários. Estes últimos, reconheço, são os que tem menor participação no quadro atual, a despeito de alguns alimentarem a rixa entre os demais operadores do direito ou servirem de instrumento, depõe a favor deles o fato de fazerem o trabalho pesado, mesmo sabendo que já estão cansados e, em seguida, deverão rebelar-se, o que causará estagnação dos serviços judiciais.
Portanto Senhores, como podem ver, tudo está interligado, como se diz no popular, uma "coisa puxa outra", razão pela qual abstenho-me de escolher um lado, deixando aqui minha humilde opinião, aconselhado-lhes a "colocarem as barbas de molho", eis que a tendência é piorar até o colapso das instituições, é claro, se não ocorrer uma revolução (mudança) antes.
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Rafael Dutra, Advogado
Rafael Dutra
Comentário · há 12 anos
Prefiro sempre ler os comentários à matéria. Vou explicar: A matéria apresenta os fatos e dá uma ideia de posicionamento, segundo o pensamento mediano da sociedade. No entanto, os comentários são mais instrutivos, acalorados, as pessoas colocam suas ideias sem máscaras, conforme sua experiência de vida, retratando o quão eclética é nossa sociedade (em termos de moral e ética).
No caso em tela, alguns defendem, outros atacam e uns terceiros atiram para todos os lados.
Para começar, vou colocar a minha realidade, sou advogado, com 15 anos de profissão, estudei, passei no vestibular, me formei à duras penas, com bolsa de 50% na PUC, e, mesmo assim, penei para pagar o crédito educativo.
Apesar disso tudo, acho que a advocacia para mim é quase um voto de pobreza, porque sou leal, contrato e cobro apenas o justo, normalmente, até 20% do benefício financeiro obtido pelo cliente, quando não acabo tomando calote, deixando pra lá ou atuando como dizem os americanos "pro bono", que em interpretação livre significa "de graça", como por exemplo, quando faço um dativo "sim, porque o Estado é o primeiro a negar seus débitos e te dar calote, então, nem perco meu tempo cobrando" ou quando sei que vou trabalhar e a pessoa não terá como pagar.
Ocorre que, no final das contas, penso nos outros e estou me ferrando, pois do jeito que atuo, sequer consigo pagar o INSS para, quem sabe um dia, me aposentar ou um seguro de vida para deixar meus entes queridos com um futuro garantido.
Nos últimos meses, estou tentando aumentar meus honorários para o percentual de 30% em muitos casos, porém, como sou leal, às vezes não acho justo, porque me coloco no lugar do cliente e acredito ficar caro demais, aí acabo baixando o valor dos honorários para até menos que 20%.
Pessoal, o que quero dizer com tudo isso, expondo minha realidade, nua e crua, é que existem bons e maus profissionais, como em todas as profissões, então, não é justo vir uma pessoa que, sequer conhece a realidade da profissão, manchar a honra e a dignidade da classe.
No caso em tela, acho que a maioria daqueles advogados está errada. Porém, não é o MP, a Procuradoria, o Juiz ou qualquer outro que pode e deve intervir nesta relação. Os Advogados devem prestar contas é para seus pares. Aliás, acredito que a OAB deverá intervir no caso e buscar a devida composição com os lesados.
O resto é festim, pirotecnia de uma imprensa corrupta e de um funcionário Federal que quer aparacer.
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